As Linhas Aéreas de Angola TAAG, enfrentam limitações físicas que impedem a realização de manutenções no país, hoje em Luanda, o administrador da transportadora, Rui Carreira (na foto).
A
fonte avançou tal informação quando falava, em conferência de imprensa,
sobre as dificuldades técnicas que a TAAG vive, devido a avarias que
paralisaram a frota de aeronaves de longo curso.
“Os
Boeings 777 são aviões muito sofisticados, e nós ainda não temos as
nossas oficinas equipadas com o material adequado, esta é uma meta a
tingir para que a manutenção possa ser feita cá mesmo em Angola”, disse.
O
outro elemento importante para se fazer uma manutenção, prosseguiu, é
um hangar e neste momento o internacional 4 de Fevereiro não tem um
espaço com a capacidade de acolher um Boeing 777.
Ainda
de acordo com a fonte, para o efeito a TAAG tem contratos de manutenção
com empresas sitas em países para se desloca com regularidade como a
China, África do sul, Emirados Árabes Unidos e Brasil, no país está
acautelada a realização de pequenas manutenções.
O
administrador informou ainda que a transportadora possui equipamentos
de última geração que fazem a monitorização dos parâmetros em tempo
real, o mesmo actua desde o momento em que é ligada a energia na
aeronave bem como o arranque dos motores, passando as informações para
o painel de informação.
Durante
os últimos dias da sua utilização não foi lido nenhum parâmetro
anormal, que indiciasse avarias da envergadura das que foram
constatadas.
Incidentes com aviões da TAAG são externos a companhia
As
Linhas Aéreas de Angola, TAAG, consideram que os incidentes que
provocaram a paralisação das suas quatro aeronaves da frota de longo
curso, têm as suas causas em factores externos a companhia.
O
administrador da companhia angolana de bandeira, Rui Carreira, teceu
tais considerações em conferência de imprensa, quando analisa as causas
que estão na base das sucessivas avarias que afectam a frota,
provocando “enormes transtornos comerciais”.
“Nós
cumprimos escrupulosamente com as orientações dos manuais, bem como as
normas operacionais de todos os aparelhos, por isso suspeitamos que as
causas destas avarias sejam externas a TAAG”, afirmou.
Para
o administrador, os incidentes com aviões da TAAG não são casos
isolados, “por isso achamos que deve haver uma correlação entre o que
sucedeu conosco e com as demais companhias estrangeiras”.
Informou
ainda que está já em curso uma investigação junto da “General Eletric”,
fabricante dos motores, onde participam peritos dos países onde
ocorreram as avarias, proprietários dos aparelhos, bem como outras
autoridades ligadas a segurança aeronáutica.
Revelou
que as avarias ocorreram sempre no interior dos propulsores e no
compressor de alta pressão, originando danos de dentro para fora, o que
descarta a possibilidade de ser provocada por elementos externos.
De
acordo com o administrador, neste momento a TAAG tem para manutenção
duas aeronaves do tipo Boeing 777-200 ER, em Lisboa, (Portugal) outra
do mesmo modelo e nas mesmas circunstâncias, no Rio de Janeiro (Brasil)
e um Boeing 747 versão combi (carga e passageiros), em Joanesburgo
(África do Sul).
Para
minorar os tempos difíceis TAAG alugou dois aviões a duas companhias
portuguesas, designadamente um Airbus A340-400 da Aero Atlantic e um
Boeing 767 da Air Fly.
Ainda
de acordo com o administrador, esta medida acarreta um grande esforço
financeiro com o qual a TAAG não contava, já que as avarias ocorreram
em cadeia.

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