segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TAAG sem aviões para viajem de longa distancia por avarias, e vive período mais difícil da sua história

Para minorar os tempos difíceis TAAG alugou dois aviões a duas companhias portuguesas, designadamente um Airbus A340-400 da Aero Atlantic e um Boeing 767 da Air Fly

 As Linhas Aéreas de Angola TAAG, enfrentam limitações físicas que impedem a realização de manutenções no país, hoje em Luanda, o administrador da transportadora, Rui Carreira (na foto).
A fonte avançou tal informação quando falava, em conferência de imprensa, sobre as dificuldades técnicas que a TAAG vive, devido a avarias que paralisaram a frota de aeronaves de longo curso.
“Os Boeings 777 são aviões muito sofisticados, e nós ainda não temos as nossas oficinas equipadas com o material adequado, esta é uma meta a tingir para que a manutenção possa ser feita cá mesmo em Angola”, disse.
O outro elemento importante para se fazer uma manutenção, prosseguiu, é um hangar e neste momento o internacional 4 de Fevereiro não tem um espaço com a capacidade de acolher um Boeing 777.
Ainda de acordo com a fonte, para o efeito a TAAG tem contratos de manutenção com empresas sitas em países para se desloca com regularidade como a China, África do sul, Emirados Árabes Unidos e Brasil, no país está acautelada a realização de pequenas manutenções.
O administrador informou ainda que a transportadora possui equipamentos de última geração que fazem a monitorização dos parâmetros em tempo real, o mesmo actua desde o momento em que é ligada a energia na aeronave bem como o arranque dos motores, passando as informações para o painel de informação.
Durante os últimos dias da sua utilização não foi lido nenhum parâmetro anormal, que indiciasse avarias da envergadura das que foram constatadas.
Incidentes com aviões da TAAG são externos a companhia
As Linhas Aéreas de Angola, TAAG, consideram que os incidentes que provocaram a paralisação das suas quatro aeronaves da frota de longo curso, têm as suas causas em factores externos a companhia.
O administrador da companhia angolana de bandeira, Rui Carreira, teceu tais considerações em conferência de imprensa, quando analisa as causas que estão na base das sucessivas avarias que afectam a frota, provocando “enormes transtornos comerciais”.
“Nós cumprimos escrupulosamente com as orientações dos manuais, bem como as normas operacionais de todos os aparelhos, por isso suspeitamos que as causas destas avarias sejam externas a TAAG”, afirmou.
Para o administrador, os incidentes com aviões da TAAG não são casos isolados, “por isso achamos que deve haver uma correlação entre o que sucedeu conosco e com as demais companhias estrangeiras”.
Informou ainda que está já em curso uma investigação junto da “General Eletric”, fabricante dos motores, onde participam peritos dos países onde ocorreram as avarias, proprietários dos aparelhos, bem como outras autoridades ligadas a segurança aeronáutica.
Revelou que as avarias ocorreram sempre no interior dos propulsores e no compressor de alta pressão, originando danos de dentro para fora, o que descarta a possibilidade de ser provocada por elementos externos.
De acordo com o administrador, neste momento a TAAG tem para manutenção duas aeronaves do tipo Boeing 777-200 ER, em Lisboa, (Portugal) outra do mesmo modelo e nas mesmas circunstâncias, no Rio de Janeiro (Brasil) e um Boeing 747 versão combi (carga e passageiros), em Joanesburgo (África do Sul).
Para minorar os tempos difíceis TAAG alugou dois aviões a duas companhias portuguesas, designadamente um Airbus A340-400 da Aero Atlantic e um Boeing 767 da Air Fly.
Ainda de acordo com o administrador, esta medida acarreta um grande esforço financeiro com o qual a TAAG não contava, já que as avarias ocorreram em cadeia.

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