O fundador do polêmico site WikiLeaks, Julian Assange, está em
custódia da polícia do Reino Unido, confirmou o país. Ele foi preso com
base em um mandado da Justiça sueca por crime sexual.
Assange, cujo site fez revelações sobre a morte de um fotógrafo da
Reuters, sobre as guerras do Afeganistão e Iraque, e mais recentemente
divulgou mais de 250 mil correspondências diplomáticas, é acusado de
fazer sexo sem camisinha e constranger as parceiras, atos que são
considerados crime na Suécia.
Ele nega que tenha cometido um ato ilegal e diz que é vítima de
perseguição politica. Inicialmente as acusações foram divulgadas como
estupro.
Ao mesmo tempo, internautas lançaram um ataque ao PayPal, que se
recusou a continuar recebendo doações para o site, informou o jornal
britânico The Guardian. Outro alvo de ataques massivos na internet é o
banco suíço PostFinance, que congelou a conta de Assange.
Os esforços de autoridades para retirar o site do ar tampouco estão
dando muito resultado. Com provedores em vários países, logo que uma
página é proibida, o WikiLeaks reaparece em outro lugar. Há também os
“clones” do site, que ajudam a disseminar seu conteúdo. Até esta
segunda-feira (6) eram mais de 350 páginas do gênero.
Assange, classificado como um “anarquista” e “irresponsável” pelo Departamento de Estado americano, tem 39 anos e é australiano.
Ele deixou de ter um endereço residencial quando seu projeto inovador
começou a fazer barulho, em 2006. Vive de aeroporto em aeroporto, fica
na casa de amigos, esconde-se em hotéis obscuros e aluga apartamentos
comuns em uma dúzia de países.

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