A experiência dos militares brasileiros no Haiti será crucial ao
trabalho que o Exército fará nos Complexos do Alemão e da Penha, no
Rio. Com base no que as tropas vivenciam e nas informações do setor de
inteligência, o Exército montou um plano de ação para todos os Estados
brasileiros. Se forem acionados, saberão o que fazer e como fazer.
É o que dizem dois ex-comandantes de tropa no Haiti, o general
Augusto Heleno e o coronel da reserva Barroso Magno. "O Exército tem um
plano de atuação para apoio ao governo do Estado do Rio e a todos os
Estados. Chama-se Plano de Segurança Integrada e é realizado para a
contingência da Constituição, nas situações de Garantia da Lei e da
Ordem", explica Magno, comandante do 6.º contingente brasileiro na
Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).
De acordo com o coronel, responsável pela pacificação de uma das
favelas mais violentas do país caribenho, a Cité Soleil, o Exército
atualiza as informações do plano anualmente.
Com a experiência de quem foi o primeiro militar a comandar as
tropas brasileiras na Minustah, o general Heleno é enfático em observar
que a pacificação do Haiti só aconteceu depois que os militares
entenderam que era preciso fixar bases dentro das favelas. Chamadas de
Ponto Forte, delas partiam as ações de combate e também as ações de
cidadania, uma estrutura muito parecida como as Unidades de Polícia
Pacificadora (UPPs) no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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