SEATTLE (Reuters) - A Microsoft planeja oferecer aos usuários de seu
novo navegador de Internet a capacidade de impedir que certos sites
recolham informações sobre eles, como parte dos esforços da empresa
para prevenir a introdução de legislação federal quanto à privacidade
online.
O recurso opcional, conhecido como "proteção contra acompanhamento",
se baseia em tecnologia desenvolvida para a versão atual do navegador
Microsoft. O recurso não recebeu destaque porque a maior produtora
mundial de software estava tentando encontrar um equilíbrio entre as
exigências de privacidade dos consumidores e o desejo dos anunciantes
de recolher dados sobre os usuários.
A Microsoft informou que a tecnologia se baseia no InPrivate
Filtering, um recurso pouco usado do Internet Explorer 8 que permite
que certos sites sejam bloqueados, mas que tinha de ser ativado a cada
vez que o navegador era aberto.
Existe crescente preocupação quanto a sites e anunciantes que
empregam tecnologia de acompanhamento da navegação de usuários na
Internet a fim de criar perfis sobre eles, e em geral sem seu
conhecimento ou permissão explícita.
Na semana passada a Federal Trade Commission dos Estados Unidos
apoiou a criação de uma opção de bloqueio de acompanhamento que
limitaria a capacidade dos anunciantes para recolher dados sobre
consumidores online.
Os anunciantes em geral se opõem à ideia, e diversos políticos do
Partido Republicano, que assumirá o controle da Câmara dos Deputados no
ano que vem, criticaram a legislação como possível obstáculo ao
comércio na Internet.
A Microsoft está tentando satisfazer os milhões de usuários do mais
popular navegador do mundo, enquanto ainda assim acumula receita junto
aos anunciantes, em seu esforço para recuperar o atraso com relação ao
Google, a companhia líder na Internet.
Muitos anúncios e elementos invisíveis na Web, de informação sobre o
clima a cotações de ações e vídeos, são capazes de carregar
automaticamente o endereço de Internet de um usuário e a página de Web
que ele esteja visitando. Usando "cookies", ou séries de dados salvos
pelo navegador, com o tempo os sites podem criar um perfil de cada
usuário.
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